Pordata - Base de Dados Portugal Contemporâneo
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Fundação Francisco Manuel dos Santos

A PORDATA: Apresentação (23 de Fevereiro de 2010)

A ideia da PORDATA surge no seguimento de dois projectos coordenados por António Barreto: A Situação Social em Portugal: 1960-1995 (publicado em 1996) e A Situação Social em Portugal: 1960-1999 (publicado em 2000). Estávamos no final dos anos 90 e, com os meios disponíveis na altura, foi possível reunir um vasto conjunto de séries estatísticas sobre a sociedade portuguesa em diversas áreas: População; Saúde; Educação; Emprego e Condições de Trabalho; Produto, Rendimentos e Níveis de Vida; Habitação; Conforto e Bem-Estar; Segurança Social; Cultura; Justiça; Contas Nacionais e Função Social do Estado; Empresas e Trabalhadores. A receptividade a estas duas publicações em livro ultrapassou todas as expectativas.


Desde então, multiplicam-se os sinais de interesse pelas estatísticas, muito favorecidos, é claro, pelo desenvolvimento das tecnologias de informação e de comunicação, conseguindo-se alargar o âmbito da informação e dos públicos. As estatísticas deixaram, assim, de se destinar a audiências restritas e passaram a ocupar um lugar vital no processo de conhecimento de todos.


Assistimos, actualmente, a um aumento vertiginoso de estatísticas sobre os mais variados sectores da sociedade. Contudo, mais informação não significa necessariamente maior conhecimento. A “confiança”, o “rigor” e a “relevância” dos conteúdos estatísticos e a “facilidade”, a “simplicidade” e a “rapidez” de acesso à informação são elementos, embora nem sempre fáceis de conciliar, cada vez mais reconhecidos como essenciais ao processo de conhecimento. É essa a intenção do projecto PORDATA e da Fundação Francisco Manuel dos Santos: tentar responder às necessidades de informação credível, tantas vezes dispersa e de acesso nem sempre simples por parte de um público o mais amplo possível, independentemente das suas competências em lidar com estatísticas.


O projecto PORDATA prevê disponibilizar os dados estatísticos em três fases principais: para Portugal (concluída em Fevereiro de 2010), Europa (concluída em Novembro de 2010) e para as regiões e municípios portugueses (concluída em Maio de 2012). O vector comum a toda a informação apresentada é o tempo. Publicada sob a forma de séries cronológicas, a informação incide sobre um longo período, que se inicia, sempre que possível, em 1960 e se prolonga até à actualidade.


Os dados de base disponibilizados na PORDATA são da exclusiva autoria de entidades oficiais com competências de produção de informação nas áreas respectivas. Este processo de colecção de informação estatística beneficiou de uma notável colaboração por parte de muitas pessoas que, em nome das entidades oficiais que representam, cooperaram activamente neste projecto. Para além do Instituto Nacional de Estatística, autoridade por excelência na área da produção estatística, já colaboraram com a PORDATA mais de 60 entidades oficiais.


A grande receptividade às solicitações por parte da maioria dos organismos oficiais contactados confirma o interesse dos serviços na divulgação da informação que possuem. Essa atitude de verdadeiro serviço público, encontrada no Portugal de hoje, merece uma referência muito especial, pelo progresso significativo que tal representa em relação a um passado não muito distante. Agradeço reconhecidamente a todas essas pessoas que, em nome das entidades oficiais, connosco colaboraram. Um agradecimento muito especial ao Instituto Nacional de Estatística e à sua presidente, Alda Carvalho, pela disponibilidade e receptividade demonstradas desde o início do projecto e que se traduziu na celebração de um protocolo de colaboração com a Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Este projecto foi naturalmente mais longe do que a mera compilação de informação estatística. Associada à exigência metodológica que envolve a preparação e organização dos dados, houve um importante trabalho de harmonização e de consolidação das séries (que contou, em muitos casos, com o envolvimento das entidades prestadoras da informação e com o empenho e capacidade analítica dos colaboradores, com distinção merecida para Ana Luísa Barbosa, Joana Lopes Martins e Rita Rosado). Houve ainda, sobre os dados coligidos, um importante trabalho de produção de indicadores novos que agora se disponibilizam, além dos que são passíveis de serem criados suplementarmente, a partir dos dados de base.


Sendo os dados a matéria-prima da PORDATA, não posso deixar de fazer, ainda, uma breve referência à metainformação como parte indissociável dos dados que são apresentados. É difícil conhecer com rigor as realidades que os números representam sem perceber o contexto dos dados: por exemplo, o significado dos conceitos envolvidos, as operações estatísticas que os produziram, as eventuais quebras de série ocorridas ou as entidades responsáveis pela informação. Assim, e porque por detrás de um número, ou de um conjunto de números, esconde-se sempre uma “história”, para cada série de dados, está presente a preocupação de descrever o ambiente metodológico que lhe deu origem, de modo a tornar possível a sua leitura fidedigna. Esta dimensão foi, no projecto, considerada tão essencial quanto a apresentação dos valores numéricos propriamente ditos.


São muitos os temas disponíveis na PORDATA - actualmente quinze em Portugal, dez na Europa e doze nos Municípios. Cada um destes temas está subdividido em vários subtemas, que incluem múltiplas séries de dados estatísticos. Estes dados podem ser visualizados sob a forma de tabelas, para o todo ou parte do período de dados disponível. Esses dados podem também ser visualizados sob a forma de gráficos estáticos e dinâmicos ou, ainda, de mapas estáticos e dinâmicos na base dos Municípios. Há ainda a possibilidade de os dados serem transformados automaticamente em indicadores habituais (como as percentagens ou as variações) e, no caso da unidade de medida ser o euro, de se converterem os valores de preços correntes em preços constantes. Também está prevista a possibilidade de se construírem quadros personalizados, a partir de séries estatísticas relativas a diferentes temas. Estas são apenas algumas das funcionalidades acessíveis em ambiente Web.


Em suma, a PORDATA é um serviço público, um projecto destinado a todos, pensado para um vasto número de utentes que comungam do interesse em conhecer, com confiança e rigor, mais sobre Portugal. É, por isso, com imenso orgulho que partilho convosco esta fonte de informação com todos os que possam dela necessitar.


Maria João Valente Rosa
Directora do Projecto

 

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